domingo, 21 de fevereiro de 2010

2010 Ano de reflexão...

Iniciei este ano buscando um crescimento profissional, estou cheia de medos, dúvidas e questionamentos. Tenho uma Psicopedagoga dentre de mim que quer ter espaço para crescer e mostrar seu potencial. Estou pensando em tudo isso, não sei ainda o que vou fazer. Por enquanto resolvi divulgar algumas reflexões que fiz e passei para o papel durante um curso que fiz de Educação Inclusiva. Iniciei escrevendo sobre como cheguei até aqui.
Aí vai!!!!
Desde muito novinha tinha uma certeza. Queria ser professora. Mas ao longo do caminho encontrei algumas pessoas que me fizeram duvidar de minha até então certeza. Algumas vezes me questionei, será que é isso mesmo? Trabalhar com educação num país que não valoriza o professor, que a escola muitas vezes aparece tão desprestigiada no panorama político? Mas não vim aqui para falar de política e sim de sonho.
Sonho de fazer uma faculdade, ser uma profissional reconhecida e poder me realizar profissionalmente. Tive muitas duvidas, como todo adolescente que aos seus 17 ou 18 anos, tem que dizer: “vou ser advogado, médico, arquiteto, professor...” E comigo não foi diferente, vestibular chegando e eu tendo que escolher que carreira seguir. No último minuto a psicologia foi à escolhida, mas com uma certeza, que veio se confirmar ao longo do curso, não queria trabalhar com a doença. Foi então que cheguei novamente na educação e direcionei todo meu foco para ela. Ao término do curso já trabalhava em escola. Queria mais fui fazer Psicopedagogia. E mais uma vez a certeza de que estava no caminho certo.
Durante o curso de pós-graduação ouvi muito falar em escola inclusiva, deficiente, excepcional, escolas especializadas, problemas de aprendizagem. Vocês devem estar se perguntando por que não desisti, já que não queria trabalhar com a doença. É que em minha família tenho uma prima com síndrome de down, que em nenhum momento durante nossa convivência me pareceu doente. Talvez isso tenha me feito ter um olhar diferente. Até então nunca havia trabalhado com nenhuma criança com necessidades tão especificas, digo isso por que sempre acreditei que necessidades todos têm. Até que fui trabalhar numa escola que era por ideologia das proprietárias, uma escola inclusiva. Foi então que tive meu primeiro contato com a inclusão e foi daí que partiu meu interesse. Fui estudar cada síndrome, queria dar o melhor aos meus alunos, assim como eu preparava minha aula para atender a cada faixa etária dentro de suas possibilidades e necessidades, fui fazer o mesmo para esses alunos que apresentavam um pouco mais de dificuldades e que necessitavam de mais tempo.
O tempo foi passando e os anos me deram muitas oportunidades de acreditar que todos ganham com essa inclusão. E aqui estou eu mais uma vez buscando a realização de um sonho, a inclusão.